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"If your dreams don't scare you, they aren't big enough." Laura Wolf @laaurawolf


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Hoje eu resolvi falar dela. Dela que, era para estar aqui hoje, amanhecendo diariamente do meu lado e construindo uma linda história como planejamos. Para escrever sobre, eu tomei algumas doses de whisky. Gosto do efeito meio tonto que ele me causa porque me faz lembrar que ela também tinha essa habilidade. Deixava-me tonto de amor. De prazer. De satisfação. De felicidade. Costumo lembrar-me dela como o drama teatral mais bem escrito que já houve. Desses que vai do céu ao inferno sem perder a essência e o sentido. Confunde em alguns momentos, prende a atenção do público e no final recebe um coro de aplausos por ser único na sua forma mais intensa de ser. Ela é assim. Um drama. Um enigma. Um teatro. Uma arte. Quando a conheci, o coração tratou logo de acelerar os batimentos. Acionou o botão suor e começou a rodar a engrenagem que ativa o nervosismo. Meu Deus, como eu estava nervoso. Já ela, livre, leve e solta. Estava completamente desamarrada de qualquer tipo de timidez. Preciso dizer que ela é a forma mais sólida da palavra maravilha. Ela sabia ser maravilhosa na fala, no sorriso, no jeito, no andar e na marra. Sabia ser maravilhosa no banheiro, na cozinha, na cama e na sala. E assim como este whisky arde quando entra, ela também me queimava por dentro com toda a entrega que me dava. Era quase uma explosão de tanto amor. Agora falando no passado como tempo verbal, ela era a mais. A boa. A melhor. A tal. A que podia tudo. A que fazia tudo. A que sabia ser tudo. Ela foi a minha história mais bem vivida até deixar de ser. E nossa, quando o final foi tomando forma, as coisas mudaram tanto. Nós mudamos tanto. Tudo se modificou de uma maneira tão estranha que eu não consigo acreditar na possibilidade de que nós fomos quem permitimos que o caos tomasse conta. Na verdade, acredito que tinha realmente que acontecer. Que o fim tinha que chegar. E que nós, no final das contas, tínhamos que nos tornar apenas lembranças um do outro. O amor que juramos ser eterno parou na esquina. Deixou de fazer sentir e nos partiu ao meio. Poderia ter sido diferente, talvez. Mas ela era tão dos vera. Daquelas que decide sem medo. Que não espera. Com ela era vai ou fica. Não insista. Hasta La vista. Ela deixou de ser minha no momento em que o amor deixou de ser nosso. Ela se foi, eu fiquei. O tempo passou, eu “reamei’. E remei. E nadei. E atravessei tantos rios, mas nenhuma correnteza foi forte o suficiente para me fazer esquecê-la. É que além de tudo, ela soube ser inesquecível da sua maneira mais despretensiosa e intensa possível.
— (via mmfernanda)
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Mas, no fim, a gente aprende de qualquer forma. A gente cresce, muda, deixa de acreditar, muda novamente, acredita mais uma vez. E então, crescemos, evoluimos, mudamos de opinião, esquecemos o velho, temos novos pontos de vista e mudamos, pela centésima vez. Aprendemos novas músicas, novas formas de cantar, novos jeitos de agir. O azul, que era antes o preferido, torna-se o amarelo e, quem ouvia rock n’ roll, hoje ouve bossa nova. O batom vermelho, antes vulgar, vira charme. As camisetas escuras são trocadas por vestidos floridos. As flores da janela antes violetas, hoje são margaridas. Aprendemos, em algum momento, de um jeito ou de outro, a desvendar nós mesmos. Não significa que, no passado, não éramos verdadeiros. Éramos! Acontece que hoje, depois de tantas mudanças nas paredes do quarto, troca de roupa, de música e de estilo, descobrimos nosso eu, que amanhã já mudamos. Aprendemos, evoluímos e crescemos mais uma vez e já não somos os mesmos. É como se diz: Não se entra no mesmo rio duas vezes. Na segunda, o rio não é mais o mesmo e nem você.
— (via mmfernanda)
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